terça-feira, 15 de maio de 2012

Evolução da dívida pública

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O gráfico acima apresentado permite-nos observar a evolução da dívida portuguesa ao longo dos últimos 30 anos. Desde 1980 até aos dias de hoje, a dívida pública portuguesa tem conservado uma tendência crescente no médio/longo prazo. A partir de 1999 até 2005, como se pode verificar através da linha de tendência laranja, a dívida pública portuguesa apresentava uma tendência ascendente superior à tendência verificada no período anterior (linha amarela) – aliás, se observarmos as quatro linhas de tendência traçadas, verificamos que qualquer linha posterior tem uma inclinação superior à linha precedente. A partir de 2007 até hoje, a tendência da dívida portuguesa continuou a ser ascendente, mas com uma inclinação de subida muito mais acentuada nos últimos anos.

Mais informações:
A dívida pública portuguesa em Setembro de 2011 é de aproximadamente 150 mil milhões de euros e representa cerca de 90% do PIB.
A dívida pública portuguesa tem vindo a aumentar nos últimos anos, tendo atingido os valores mais elevados entre 2004 e 2011. Entre 1960 e 1999, Portugal foi dos países com maior crescimento económico, mas no final da década de 90, a economia portuguesa estagnou devido a fatores como a adesão ao Euro e o atraso tecnológico face a outros países mais competitivos a nível económico. Com a estagnação económica que se verificou desde 2000 e a recessão económica em 2011, o valor do PIB aproxima-se cada vez mais do valor da dívida pública.

Evolução da dívida pública portuguesa:
• 2000 - 66,1 mil milhões de euros
• 2004 - 79 mil milhões de euros
• 2011 - 150 mil milhões de euros

By Diana Araújo, 11º J

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Redistribuição dos Rendimentos

A redistribuição dos rendimentos é o processo através do qual o Estado e outras instituições procedem à recolha de rendimentos e à sua transferência para os cidadãos mais necessitados, corrigindo assim as desigualdades provocadas pela repartição primária dos rendimentos.
Estas instituições canalizam as transferências quer para as empresas quer para as famílias, sob diversas formas.
Para as famílias:
- Fornecimento de bens e serviços coletivos, gratuitamente ou através de pagamento parcial;
- Pensões e subsídios vários;
Para as empresas:
- Subsídios à produção em determinados sectores;
- Isenção de impostos.

O essencial da redistribuição é feito através da Segurança Social.
Objetivos:

As desigualdades provocadas pela repartição primária do rendimento levam a que o Estado intervenha. Para isso são desenvolvidas várias políticas de redistribuição levadas a cabo pelo Estado, das quais se referem:
Política de Preços: aplicação de impostos indiretos sobre o consumo de bens e serviços consumidos pelas classes de rendimentos mais elevados. Atribuição de subsídios aos bens ou serviços de primeira necessidade de forma a torná-los mais acessíveis à população com menores recursos, como a saúde e a educação.
Política Social: criação de sistemas de segurança social, que garante a proteção dos cidadãos em situações de invalidez, desemprego ou velhice.
Política Fiscal: aplicação de impostos diretamente sobre os rendimentos das pessoas ou indiretamente sobre os bens e serviços.

By Sara Cerqueira, 10º I

As Desigualdades na Repartição dos Rendimentos em Portugal e na União Europeia

Os rendimentos são distribuídos pela população, mas não duma forma equitativa, pois os capitalistas recebem muito mais que os trabalhadores. Para isso não acontecer, o Estado redistribui os rendimentos para que as desigualdades provocadas pela repartição primária sejam atenuadas.
Isto verifica-se em Portugal, mas as desigualdades continuam acentuadas, sendo Portugal um dos países da União Europeia com uma maior diferença entre ricos e pobres. Estas diferenças devem-se:
• À diferenciação salarial;
• À maior concentração de rendimentos em parcelas de população;
• À maior remuneração auferida pelo fator capital.

Analisemos então a situação referida em cima no gráfico:

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Podemos verificar que, em Portugal, a maior parte dos rendimentos são distribuídos maioritariamente para proprietários, capitalistas, empresários (capitalistas), enquanto o fator trabalho recebe uma menor parte do rendimento nacional. Em 1953, os capitalistas (55%) recebiam uma percentagem maior que os trabalhadores (45%). Já em 1974-76 o fator trabalho era mais bem remunerado que o fator capital, mas a partir de 2005 volta-se a verificar que os capitalista recebem mais que os trabalhadores.

Mas vejamos o que se passa na União Europeia:

(clique na imagem para ver maior)

Na União Europeia, podemos verificar que em 2007 Portugal era o país com a maior desigualdade na distribuição dos rendimentos.
Republica Checa, Eslováquia, Suécia e Eslovénia constituem o grupo de países com menores desigualdades no rendimento disponível das famílias.
Portugal, Letónia, Grécia e Lituánia estão no grupo onde as diferenças nos rendimentos são altas.

By Rita Oliveira, 10º I

A Terciarização da Economia em Portugal

No início do período a professora sugeriu alguns temas para escrever um artigo no Blogue. Foi então que o tema da terciarização da economia me suscitou algum interesse, devido à crise económica que estamos a passar, e por isso, decidi escrever sobre a terciarização da economia em Portugal e assim verificar se esta tem alguma influência na crise.
Logo nesse instante comecei-me a lembrar do que tinha dado sobre isso. Lembrei-me que a terciarização da economia se dá quando o setor terciário ocupa uma maior percentagem a nível do PIB e população ativa, que ela é comum nos países desenvolvidos e corresponde a um processo natural de crescimento e desenvolvimento económico e, por fim, que a terciarização da economia está ligada ao setor tecnológico que permite libertar mão-de-obra da agricultura e da indústria para os serviços e, assim, aumentar a produção.

Estrutura típica da população ativa num país desenvolvido

Mas será assim tão simples? Esta mudança de peso da economia de um país para este setor não irá deixar o primeiro e segundo setor mais frágeis a nível da produção e mão-de-obra?
Decidi então refletir, indo ver dados sobre estes setores cá em Portugal e assim conseguir tirar conclusões.
No site do INE, onde pesquisei, os dados disponíveis eram somente dos anos 1995 a 2009, o que não me permitiu fazer uma leitura do que se passa agora, mas que me ajuda a compreender o que se passou nesses anos e se aí já a terciarização da economia era influente na economia do nosso país.
Comecei a analisar os dados fornecidos pelo INE e logo verifiquei que a primeira vez que o setor financeiro (pertencente ao setor terciário) ultrapassou pela primeira vez o peso da indústria (setor secundário) foi em 2008 com o setor financeiro a atingir 14,3% do PIB, enquanto a indústria apenas atingiu 14,1%. Mas esta ultrapassagem não foi inesperada, pois o setor secundário já há muito que vinha perdendo percentagem em relação ao terciário, que tem vindo a crescer. Ora vejamos, em 1998 a indústria representava 16% do PIB enquanto a atividade financeira ocupava apenas 11,5% do PIB. Não só a indústria tem vindo a perder terreno, também a agricultura baixou 22% desde 1995 e o que se verificou foi o setor financeiro a mais do que duplicar o seu valor.
Este aumento considerável desta atividade é relacionável com o elevado nível de endividamento do estado, famílias e empresas que já em 2009 se verificava, e a deixar um provérbio bem económico: “não gastes mais do que aquilo que tens” guardado na gaveta e, ao não o utilizarem, todos têm vivido acima das suas possibilidades e a gastar muito mais do que aquilo que o país produz, obrigando a importar e a tornar, por isso, a balança comercial portuguesa negativa. Como exemplo, o défice externo atingiu em 2008 10,6% do PIB enquanto em 1995 abrangia apenas 0,4% da riqueza nacional. Vejamos também que em 2008 as exportações caíram em termos anuais -0,5% e as importações a crescerem 2,1% apesar de ter sido menos que os outros anos. Este aumento da importação relaciona-se então, com a perda de posição da indústria na economia portuguesa e poderá significar por isso, uma maior dificuldade na recuperação do país agora em 2012.
Para concluir, o setor financeiro (pertencente ao terciário) é o motor de qualquer economia, mas como Portugal não é nenhuma potência económica onde as exportações de serviços financeiros são altamente relevantes no contexto das respetivas economias, cá em Portugal a perda de influência da indústria tornará mais difícil a produção de riqueza.

Sendo assim, já consigo responder às minhas questões iniciais e já posso afirmar que a terciarização da economia portuguesa, que foi ansiada durante muitos anos, foi excessiva e acrescentou preocupações ao futuro do país, nomeadamente com a produção.

By Margarida Loureiro, 10º I

Fontes:
http://economico.sapo.pt/noticias/terciarizacao-excessiva_5603.html
Manual de Economia, Edições ASA

sábado, 28 de abril de 2012

A Construção da União Europeia

O projeto de construção europeia tem mais de 50 anos, resultando de um processo de integração económica entre vários países europeus.

Ao longo desses anos foram assinados diversos Tratados que levaram ao alargamento e ao aprofundamento do processo de integração europeia:

1951 - A Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) é criada pelos seis membros fundadores (Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo).

1957 - O Tratado de Roma institui uma união aduaneira entre os países membros.

1973 - A Comunidade passa a ter nove Estados-Membros (Dinamarca, Irlanda e Reino Unido) e desenvolve as suas políticas comuns.

1979 - Primeiras eleições diretas para o Parlamento Europeu.

1981 - Primeiro alargamento mediterrânico. Entrada da Grécia.

1986 - Entrada de Portugal e Espanha. O Ato Único Europeu institui o mercado único europeu.

1993 - Realização do mercado único. O Tratado de Maastricht institui a União Europeia.

1995 - A União passa a contar com quinze membros (Suécia, Finlândia e Áustria).

1999 - Criação da União Económica e Monetária.

2002 - Introdução das notas e moedas de euros.
 
2004 - Mais dez países aderem à União (Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria, Malta, Polónia e República Checa).

2007 - Adesão de mais dois países (Roménia e Bulgária).

Vejam o vídeo:



By Ricardo Pereira, 11º J

Sobreendividamento - casas entregues à banca

Segundo a Agência Financeira, a devolução de casas ao banco por incapacidade de pagamentos dos imovéis de cada família disparou.
No primeiro trimestre deste ano foram, em média, 25 casas por dia devolvidas por incapacidade de cumprimento das famílias ou das empresas investidoras suportarem os custos. Este é um problema grave e aparentemente tem tendência para piorar conforme a situação economica se vá agravando.


Neste gráfico vê-se como foi o crescimento exponencial desta entrega de casas à banca. No primeiro trimestre de 2011 foram cerca de 600 casas. No primeiro trimestre de 2012, 2300, ou seja, mais de 74% do ano passado. Durante o ano 2011 obteve-se no total 6900 imovéis entregues, este número vai concerteza ser ultrapassado este ano.


Mas não são apenas os particulares que estão a devolver as casas aos bancos, há também muitas empresas. Neste momento há 140 mil pessoas que estão em incumprimento no crédito à habitação, tal como em 2011. É um número também que aumentou exponencialmente em relação ao 4º trimestre de 2010.
As empresas não conseguem neste momento manter os financiamentos, nomeadamente na banca. Não sabem o que fazer e não conseguem vender as casas. Entregam-nas ao banco, encerram as empresas e umas das consequências é o desemprego.

Desemprego e sobreendividamento, duas razões para um ciclo vicioso que leva muitas famílias a abdicarem da casa sem resolverem os problemas.

By Ana Filipa Mouriz Roldão , 11º J

Investimento e encerramento de empresas

Investimento é o conjunto das despesas em bens de produção ou capital efetuadas por uma empresa ou, em termos genéricos, pelo conjunto da economia, num determinado período.
Inclui a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e a Variação de existências (existências finais - existências iniciais).


Tipos de investimento
• Investimento material: constituído pelas despesas em bens de produção de natureza palpável, como os edifícios, os terrenos,etc.;
• Investimento imaterial: inclui as despesas em bens de produção de natureza imaterial, por exemplo, um novo software ou uma campanha publicitária;
• Investimento financeiro: resulta da aquisição de títulos, por exemplo, ações, obrigações, etc.

Segundo o Jornal Público de 16 de abril de 2012, o investimento em novas empresas tem diminuido nos últimos anos, verificando-se ainda uma diminuição do número de encerramentos de empresas.
De acordo com esta fonte, apesar da crise, o ritmo de encerramento de empresas está a abrandar, tendo-se registado um pouco mais de cinco mil dissoluções no primeiro trimestre deste ano.

Entre Janeiro e Março, fecharam 5067 empresas no país, o que significou uma média de 56 encerramentos por dia. Juntando as dissoluções reais e oficiosas, o número de sociedades que fecharam as portas em Portugal no primeiro trimestre do ano sobe para 6401. Face a 2011, houve um ligeiro decréscimo de 1,4%. Analisando apenas os encerramentos efetivos, a queda sobe para 7% e, recuando a 2010 e a 2009, a tendência também é de abrandamento. Nestes dois anos, registaram-se 5125 e 5522 extinções, respetivamente, ou seja, em 2012 o ritmo de encerramentos caiu para mínimos dos últimos quatro anos.

Os dados mostram que o setor do comércio é o mais afetado. Com 755 dissoluções no primeiro trimestre de 2012, esta atividade representou 14,9% dos encerramentos registados, a uma média de oito por dia.
A segunda posição na lista dos setores mais afetados por dissoluções no primeiro trimestre é ocupada pelo ramo da promoção imobiliária, que registou 683 encerramentos, ou seja, 13,5% do total.


Lisboa foi o distrito que mais dissoluções registou nos primeiros três meses deste ano. Fecharam 1530 empresas na capital entre Janeiro e Março, o que representa 30,2% do total.
No Porto, houve 859 extinções neste período, o que conferiu a esta zona um peso de 17%.
Do lado da inauguração de novos negócios, registou-se um abrandamento. Nos primeiros três meses deste ano, foram criadas 9127 empresas no país, o que significou uma diminuição homóloga de 13% face às 10465 aberturas identificadas em 2011. Ainda assim, significou uma melhoria de resultados de anos anteriores. Em 2010 e 2009, a constituição de sociedades não ultrapassou a fasquia de 8691 e 8344, respectivamente.

By Liliana Isabel da Costa Azevedo, 11º J