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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

“Another Way To Die”

Neste artigo, vou fazer um comentário ao videoclip "Another Way to Die", dos Disturbed. Este videoclip remete-nos para as consequências do modelo de desenvolvimento económico que tem sido seguido desde a II Grande Guerra, uma Economia de gastos excessivos sem qualquer tipo de consciência ambiental. Exploração excessiva dos recursos naturais, poluição, desvastação das florestas, enormes desigualdades sociais, são alguns dos problemas focados neste videoclip. Refere-nos uma relação de passado-futuro, falando-nos das consequências que este tipo de Economia exercida no passado possa exercer no futuro.


Parece-me que o título “Another Way to Die” (Outra Maneira de Morrer) é um bom título, pois a indústria discográfica já está cheia de eufemismos para um problema global, ou seja, é necessário que haja uma música (ou um videoclip) que nos faça reagir, e lutar, para que o nosso mundo não se perca. De vários videoclips que conheço, nenhuma deles teve um impacto tão grande em mim.
O videoclip também refere a “força” que as nações com mais poder exercem em países em dificuldade, e parece-me quase irónico o facto de serem os países pobres a terem os recursos que os ricos necessitam, como se houvesse uma espécie de força a fazer com que estas nações fossem reprimidas ou, se calhar, as economias mais fortes também têm, mas preferem exercer força sobre quem a não tem.

Deixo-vos com o videoclip, esperando que vos esclareça e que tenha um impacto tão forte como o que teve em mim.

Vejam aqui.

By João Pedro Silva, 10º I

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Petróleo, a dor de cabeça do século XXI

Petróleo, o recurso energético mais explorado e consumido no mundo, permitiu que a humanidade evoluisse mais e mais depressa, construindo mais e mais depressa, impulsionou a tecnologia de uma forma que ninguém imaginava, desde aviões, navios, foguetões, computadores, herbicidas, pesticidas e, o mais importante, o carro. O carro é hoje em dia o símbolo da independência, permite às pessoas viver longe do caótico centro da cidade e mesmo assim podem trabalhar nele; distâncias que dantes eram precisas semanas para percorrer agora demoram horas. Desde 1970, o total de quilómetros percorridos anualmente pelos automóveis e camiões americanos ultrapassa o crescimento da população. Quase ninguém nos países desenvolvidos precisa de abater um animal para ter carne e também ninguém precisa de ter a sua própria horta para ter legumes em casa porque o petróleo permite que milhares de camiões entreguem todos os dias bens alimentares sem que os stocks acabem. É graças ao petróleo que temos televisão por satélite e GPS, porque se não fosse ele os foguetões que levam os satélites para o espaço não iam descolar. Mas o problema do petróleo é que, para além de causar grandes danos no ambiente quer seja a explorar, a transportar, ou a consumir, acaba.

Já não é uma questão de se vai acabar, mas sim quando é que vai acabar. Os entendidos dizem, e está mais do que provado, que a exploração de petróleo nos EUA atingiu o seu pico na década de 1970, mas os EUA só não têm falta de petróleo porque compensaram com importações. Estima-se que ainda haja entre 2 a 3 triliões de barris de petróleo no mundo inteiro, o que até é bastante, mas tendo em conta que países como a China e a Índia se estão a tornar países de automobilistas, esse número pode chegar ao zero mais depressa do que se pensa.

No golfo do México, a exploração de petróleo em águas profundas aumentou de 1/3 do total explorado nos EUA para mais de 40% até 2008, antes de começar a diminuir. Na África, a exploração de petróleo enfraqueceu as suas economias porque funcionários corruptos desviavam colossais quantias de dinheiro, o que enfraquece as instituições democráticas existentes, e o petróleo também financia guerras civis na região. Noutros países é um benefício porque ajuda a desenvolver as suas economias, como é o caso dos EUA ou do Dubai, que constroem enormes arranha-céus, ilhas artificiais, hotéis de luxo. Como o petróleo convencional começa a escassear, o mundo virou-se para a exploração de petróleo através das areias betuminosas do Canadá que existe em grandes quantidades (cerca de 174000 milhões de barris de petróleo) mas, obter combustível desta maneira requer grandes quantidades de água e de gás natural, para além de causar um grande impacto no meio ambiente.

É claro que já há uma grande variedade de soluções para o petróleo, como por exemplo painéis solares, ventoinhas eólicas, barragens, células de hidrogénio, combustível de matéria vegetal, geotérmica, energia das ondas, entre outras.

"A verdade é que, de cada vez que nos dirigimos à bomba de gasolina, o fim da era do petróleo barato está cada vez mais próximo" e quando esse dia chegar os cidadãos de países que têm grandes exércitos vão querer ter esse petróleo de volta.
E agora, haverá sangue?



By Simão Santos, 10º I

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Documentário "A História das Coisas"

Inserido no tema sobre a sociedade de consumo, tivemos oportunidade de visionar o documentário “A História das Coisas”, que nos alerta para os problemas em todas as fases de produção e consumo de bens, problemas tais como:
- A sobre-exploração de recursos;
- A acumulação de resíduos;
- O desequilíbrio entre os preços e o custo de produção;
- A obsolescência programada: “Usar e deitar fora”.
A sociedade de consumo é uma sociedade que se baseia no consumo de produtos, que são produzidos em série, de baixo consumo, de curta duração e publicitados pelos media. No documentário é referido o ciclo “trabalho, casa, loja” um ciclo em que, por exemplo, quando um indivíduo chega a casa após o trabalho é bombardeado com publicidade, através dos media, a dizer que o que tem não presta, assim vai comprar para se sentir melhor e em consequência vai trabalhar mais para pagar esses gastos supérfluos, chega a casa cansado, descansa a ouvir o que os meios de comunicação publicitam e vai comprar mais, e sempre assim num ciclo contínuo.
A sociedade de consumo é motivada: pela publicidade, em que todos os dias as pessoas são bombardeadas pelos média com anúncios que dizem que é necessário comprar mais; pela moda, em que todos os anos é necessário roupa, jogos, carros, móveis, o que for pois os do ano passado, já são “obsoletos”; pelos produtos que são feitos para durarem pouco para que seja necessário voltar a comprar; e ainda pelas empresas de crédito que, associadas às empresas que produzem bens de consumo, concedem crédito a quem tem menos dinheiro.
Todos estes fatores levam ao consumismo, ou seja, uma forma desmedida de consumo que pode chegar a ser perigosa. O consumismo tem consequências, tais como: enfraquecem o poder de decisão e autocontrolo do consumidor que todos os dias é manipulado pelo marketing e publicidade das empresas; endividamento das famílias devido ao recurso ao crédito para a compra de bens de consumo; e a degradação do meio ambiente devido à sobre-exploração de recursos, poluição das fábricas e acumulação de resíduos.
Sendo assim, o consumidor tem responsabilidades sociais: deve tomar um espírito crítico e recusar-se a adotar hábitos consumistas, deve ter em conta que o consumismo vai afetar a economia e sociedade.
O consumidor tem de cumprir deveres como:
- Consciência crítica;
- Combater a passividade;
- Preocupação social;
- Solidariedade (agir em conjunto);
- Consciência ambiental.

By João Pedro Vale Costa Silva, 10º I