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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Investigação e desenvolvimento

As inovações tecnológicas alcançadas pelas sociedades são fruto de um trabalho de investigação levado a cabo por equipas de investigadores integrada nas empresas, nas universidades e em laboratórios do Estado.
A investigação é todavia uma atividade que exige muitos gastos, cabendo ao Estado e ao setor privado o seu financiamento.
A investigação a cargo do setor publico não tem, normalmente, fins comerciais, podendo até não ter utilidade prática, mas constitui um acréscimo a nível do conhecimento.
A investigação suportada pelas empresas visa a aplicação práticos dos inventos, ou seja, a sua utilização em novos produtos que se destinam a ser comercializados.

Despesas em I&D em percentagem do PIB, por setor de execução
Portugal

A investigação é, hoje, de tal forma considerada importante que podemos considera-la como indicador de desenvolvimento de um pais, visto este ser tanto mais desenvolvido quanto maior for a percentagem do seu rendimento canalizada para investigação.

Despesas em I&D na União Europeia

Através da analise deste gráfico, podemos concluir que em Portugal apesar do I&D ter aumentado desde 2005 até 2009 continua abaixo da união europeia.

A investigação, ao conduzir a um maior conhecimento e ás inovações tecnológicas, proporciona maior riqueza para a sociedade, uma melhoria dos níveis de vida e, portanto, condições favoráveis ao desenvolvimento.
No entanto, a inovação tecnológica tem sido acompanhada de alguns bloqueios, de entre os quais se destacam:
• O desemprego tecnológico;
• A degradação ambiental;
• O aumento das desigualdades (entre os trabalhadores que possuem ou não qualificações e entre os países que dominam ou não as tecnologias).

By Daniela Carvalho, 10º I

Investir em Ações

O que são ações?
Uma ação é uma parte do capital de uma empresa, constituída sob a forma de sociedade anónima. Uma pessoa que compra ações de uma empresa passa a ser um dos sócios da empresa.

Tipos de ação
Ordinária Nominativa (ON) - dá direito a voto em assembléia sobre definições da empresa.
Preferencial Nominativa (PN) - não dá direito a voto, mas preferência no recebimento de dividendos.
As empresas dividem seus lucros com os acionistas. Algumas fazem isso mensalmente, outras trimestralmente.
Os dividendos dados a quem tem ONs nem sempre são iguais aos dados a quem tem PNs. Nesses casos, as preferenciais nominativas recebem valores maiores. Além disso, as PNs são vendidas e compradas com maior facilidade. Porém, algumas empresas só disponibilizam ações ordinárias nominativas.


Como comprar ações?
As ações podem ser compradas de duas maneiras:
1) Fundos de Investimento
Um fundo funciona como um condomínio. Cada um dos seus investidores possui uma cota, que corresponde a uma porção do total de ações que o fundo tem. Cada fundo tem o seu próprio estatuto, que informa as suas regras e o grau de risco dos seus investimentos. Todo o fundo precisa de ter um gestor certificado pela CMVM, que coordena as compras e vendas de ações. Assim, quando uma pessoa adere a um fundo, deve estar de acordo com sua política de investimento, especificada em seu estatuto.
2) Individualmente
Nesta situação, a pessoa controla as ordens de compra e venda de suas ações. Para escolher quais as ações comprar, pode contar com os consultores da corretora, que irão tirar dúvidas e ajudar a identificar quais são os bons investimentos para aquele momento. O investidor pode acompanhar a sua conta, ter acesso aos custos de operação e comprar e vender ações pela Internet (com exceção dos fundos, onde quem compra e vende é o gestor). As ordens de compra e venda também podem ser dadas pelo investidor por telefone. Ou seja, o investidor liga para a sua corretora e informa o que deseja fazer. Sempre que se compram ou vendem ações, há um período de três dias úteis para que o dinheiro saia ou entre na conta que o investidor possui. No caso dos fundos, cada um tem um regulamento próprio que indica em quanto tempo o dinheiro poderá ser retirado após uma ordem ser efetuada.

Risco
A compra de ações é considerada um investimento de alto risco. Por causa das variações nos preços das ações, não há garantia de retorno do que foi investido.
Essas altas e baixas podem acontecer, por exemplo, devido a alterações no setor de atuação da empresa. Esse é o chamado risco de mercado.
O que também pode acontecer é o risco de liquidez. O problema aí é não conseguir vender uma ação que tenha sido comprada. Por isso, o ideal é não investir em ações valores que sejam necessários em curto prazo.

By Oleksandr Chyzh, 10º I

POUPANÇA E INVESTIMENTO

O Rendimento disponível pode ser aplicado em consumo e poupança.
A Poupança é a parte dos rendimentos não gastos num período. Constitui um ato de renúncia a uma satisfação imediata, em prol de uma satisfação de consumo futuro. Não utilizamos os nossos rendimentos na altura, para podermos usá-los num futuro próximo.

Existem vários destinos possíveis para essas poupanças:
- Entesouramento: Quando um poupador guarda o dinheiro num cofre, passados anos, esse dinheiro continua a ser o mesmo, isto é, não houve qualquer benefício.
- Depósitos bancários ou colocação financeira: Se o poupador depositar o dinheiro num banco, ao fim de x tempo obtém um aumento no valor da poupança.
- Investimento: É a aplicação da poupança na aquisição de bens destinados ao processo produtivo.

Através do Investimento, as empresas utilizam os lucros (ou parte deles) na aquisição de novos equipamentos que lhe permitam aumentar a capacidade produtiva.
Tendo em conta o papel do investimento na economia, este divide-se em:
- Investimento material - É o conjunto de despesas destinadas à aquisição de bens de produção físicos.
- Investimento imaterial - É o conjunto das despesas que, apesar de não se tratarem de bens materiais, são considerados investimento uma vez que os seus efeitos se repercutem por vários anos. Ex. Despesas em Investigação e Desenvolvimento, formação profissional, aquisição de marcas.
- Investimento financeiro (aplicação financeira) - Trata-se da aplicação da poupança em títulos de crédito, sobretudo ações e obrigações, com vista à obtenção de juros, dividendos ou especulação na bolsa.

O investimento desempenha um papel determinante no desenvolvimento da atividade económica de um país, traduzindo-se no aumento dos rendimentos a repartir.
Diferentes funções de investimento:
- Investimento de inovação - não é mais do que aplicar o dinheiro em melhores equipamentos para a empresa e que, portanto, vão contribuir para uma melhor produtividade.
- Investimento de substituição - visa garantir a funcionabilidade dos equipamentos. Para que tal aconteça, é necessário substituir alguns desses equipamentos.
- Investimento de aumento de capacidade de produção - tem como objetivo, obter maior capacidade produtiva. É então que, na compra de mais equipamentos, se realiza este tipo de investimento.

Poupança

A poupança é a parte do rendimento que não é gasta em consumo imediato.

Poupança = Rendimento disponível - Consumo

Existem varias formas de poupar, como por exemplo, recorrer a marcas brancas, deixar para segundo plano os bens supérfluos, ou então pôr de parte algum dinheiro para situações inesperadas que possam surgir futuramente.
Nesta altura em que o nosso país se encontra em depressão económica, é importante as famílias pouparem para assegurar necessidades de segurança futuras, como por exemplo uma doença, um acidente, o desemprego, ou apenas pelo desejo de aumentar os rendimentos.


Os destinos da poupança são:
• o entesouramento;
• Os depósitos bancários ou colocações financeiras;
• O investimento.
O entesouramento é guardar a moeda não utilizada em casa, no entanto esta forma de lidar com as poupanças comporta riscos relacionados com a falta de segurança das habitações, como por exemplo a possibilidade de haver um assalto…
Os depósitos bancários ou colocação financeira consiste na colocação das poupança em depósitos à ordem ou a prazo nas instituições bancárias.
O investimento é o caso da aplicação das poupanças na compra de um imóvel para instalação de uma empresa, na compra de um novo sistema informático ou de uma nova máquina para essa mesma empresa. No investimento, a poupança está a ser utilizada para adquirir bens que, por terem finalidade ativa produtiva, vão gerar um novo rendimento.
A poupança é fundamental para garantir que, a curto/médio prazo, as necessidades das gerações futuras possam continuar a ser satisfeitas através da produção. Se a poupança for, por exemplo, entesourada, não contribuirá, de maneira nenhuma para essa continuidade. Daí a importância do investimento.


By Carla Magalhães, 10º I

sábado, 28 de abril de 2012

Investimento e encerramento de empresas

Investimento é o conjunto das despesas em bens de produção ou capital efetuadas por uma empresa ou, em termos genéricos, pelo conjunto da economia, num determinado período.
Inclui a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e a Variação de existências (existências finais - existências iniciais).


Tipos de investimento
• Investimento material: constituído pelas despesas em bens de produção de natureza palpável, como os edifícios, os terrenos,etc.;
• Investimento imaterial: inclui as despesas em bens de produção de natureza imaterial, por exemplo, um novo software ou uma campanha publicitária;
• Investimento financeiro: resulta da aquisição de títulos, por exemplo, ações, obrigações, etc.

Segundo o Jornal Público de 16 de abril de 2012, o investimento em novas empresas tem diminuido nos últimos anos, verificando-se ainda uma diminuição do número de encerramentos de empresas.
De acordo com esta fonte, apesar da crise, o ritmo de encerramento de empresas está a abrandar, tendo-se registado um pouco mais de cinco mil dissoluções no primeiro trimestre deste ano.

Entre Janeiro e Março, fecharam 5067 empresas no país, o que significou uma média de 56 encerramentos por dia. Juntando as dissoluções reais e oficiosas, o número de sociedades que fecharam as portas em Portugal no primeiro trimestre do ano sobe para 6401. Face a 2011, houve um ligeiro decréscimo de 1,4%. Analisando apenas os encerramentos efetivos, a queda sobe para 7% e, recuando a 2010 e a 2009, a tendência também é de abrandamento. Nestes dois anos, registaram-se 5125 e 5522 extinções, respetivamente, ou seja, em 2012 o ritmo de encerramentos caiu para mínimos dos últimos quatro anos.

Os dados mostram que o setor do comércio é o mais afetado. Com 755 dissoluções no primeiro trimestre de 2012, esta atividade representou 14,9% dos encerramentos registados, a uma média de oito por dia.
A segunda posição na lista dos setores mais afetados por dissoluções no primeiro trimestre é ocupada pelo ramo da promoção imobiliária, que registou 683 encerramentos, ou seja, 13,5% do total.


Lisboa foi o distrito que mais dissoluções registou nos primeiros três meses deste ano. Fecharam 1530 empresas na capital entre Janeiro e Março, o que representa 30,2% do total.
No Porto, houve 859 extinções neste período, o que conferiu a esta zona um peso de 17%.
Do lado da inauguração de novos negócios, registou-se um abrandamento. Nos primeiros três meses deste ano, foram criadas 9127 empresas no país, o que significou uma diminuição homóloga de 13% face às 10465 aberturas identificadas em 2011. Ainda assim, significou uma melhoria de resultados de anos anteriores. Em 2010 e 2009, a constituição de sociedades não ultrapassou a fasquia de 8691 e 8344, respectivamente.

By Liliana Isabel da Costa Azevedo, 11º J