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quinta-feira, 22 de março de 2012

O desemprego e a procura de emprego por setor

Atualmente, quer em Portugal quer na UE, os números do desemprego sobem todos os dias. No final de 2010, em Portugal, havia mais de 600 mil pessoas (602.600 indivíduos) no desemprego, mais 400 mil do que no ano 2000 (198.500 indivíduos).

População desempregada na Europa
(milhares)


• Percentagem de desempregados por idades
Quase metade (46%) do número de desempregados inscritos nos centros de emprego, tem entre os 35 e os 54 anos, segue-se a faixa etária dos desempregados com mais de 55 anos, com cerca de 18% de inscritos, e por fim com 12% são os jovens com menos de 25 anos.


• Nível de instrução dos desempregados
O numero de desempregados sem instrução nenhuma diminuiu 3% de 2000 para 2010, passando para 6%. Por outro lado de 2000 para 2010, o numero de desempregados com o ensino secundário e superior aumentou de 14% para 16%, e de 7% para 9%, respectivamente.


• Percentagem de procura de emprego por sexo
Em 1974 a procura de emprego era superior nos homens com cerca de 58%, já as nas mulheres registava se uma procura de 42%. Com o passar dos anos essa tendência inverteu-se e as mulheres lideram a procura pelo emprego com uma percentagem de 53%, já os homens tem apenas 47%.


• Procura de emprego por setores
A procura de emprego varia de setor para sector, a mais de metade dos portugueses procuram trabalho no sector terciário, comercio, serviços ou trabalho de escritório representam 59% da procura, 37% de procura no setor secundário, industria ou construção civil, e apenas 4% procuram o sector primário, como agricultura, pesca ou minas.


By Manuel Bastos, 11º J

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Desemprego em Portugal (2)

Desemprego é a situação de inatividade forçada da mão-de-obra, isto é, abrange os indivíduos que gostariam de encontrar um emprego e que não conseguem arranjar nenhum.


As causas do desemprego podem ser várias, sendo possível agrupá-las em:
• Causas estruturais (de longo prazo) - O desemprego resulta de alterações estruturais da economia, como, por exemplo, substituição do tipo de indústrias em determinada região, substituição/introdução de processos produtivos tecnologicamente mais avançados e inadaptação da formação dos trabalhadores.
• Causas conjunturais (de curto prazo) - O desemprego resulta de variações mais ou menos longas, mas passageiras, das condições do mercado. Por exemplo, diminuição da procura de um bem, incêndio de uma indústria/empresa...

Taxa de Desemprego em Portugal na atualidade

A taxa de desemprego em Portugal subiu no quarto trimestre de 2011 para os 14 por cento. Os números representam uma subida de 1,6 por cento em relação ao trimestre anterior, quando a taxa de desemprego se situava nos 12,4 por cento. Atualmente existem em Portugal mais de 771 mil desempregados. A taxa de desemprego média anual foi de 12,7 por cento.

(clique na imagem para ver maior)

O desemprego no feminino continua a ser mais elevado. A taxa de desemprego entre as mulheres portuguesas é agora de 14,1 por cento face aos 13,9 por cento verificados entre os homens.

Taxa de desemprego por região NUTS II

A nível regional, foi no Algarve que o flagelo do desemprego embateu com mais força, com uma subida de 4,2 por cento do terceiro para o quarto trimestre. Foi também no sul do país que o INE encontrou a taxa de desemprego mais elevada no final de 2011: 17,5 por cento. Os Açores surgem logo de seguida, com 15,1 por cento da população desempregada, sendo que compete a Lisboa encerrar o “pódio”, com 14,7 por cento de desempregados em Dezembro.

(clique na imagem para ver maior)

Os níveis de desemprego mais reduzidos estão na região Centro (12,6 por cento), no Alentejo (13,1 por cento) e na Região Autónoma da Madeira que, no quarto trimestre de 2011, foi a única região do país onde a taxa caiu relativamente ao trimestre anterior, de 14,3 para 13,5 por cento.
Concluindo que Algarve (17,5%), Açores (15,1%), Lisboa (14,7%) e Norte (14,1%) foram as regiões mais castigadas.

Fonte: http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=107450559&DESTAQUESmodo=2

Termino com a sugestão de visualização de duas reportagens sobre o desemprego:

Linha da Frente - Geração Desenrascada, de 25/05/2011
Parte 1

Parte 2


Reportagem SIC (2007) - Doutores e Desempregados
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=Jb1p7LROwig
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=dOcMi-thoEc
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=_8z48lYZyYc

By Liliana Azevedo, 11º J

O Desemprego em Portugal (1)

«Oficialmente, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) registou 771 mil inscritos à procura de emprego em dezembro passado, mais 80 mil que no trimestre anterior, o que fez a taxa passar de 12,4% para 14% da população ativa, segundo as contas do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os números indicam que a taxa portuguesa de desemprego só é ultrapassada na Europa pela Espanha, Grécia e Irlanda.»
«Os jovens foram os mais atingidos pelo desemprego no quarto trimestre de 2011, com uma subida de 19,1% face ao mesmo mês do ano anterior. No início de 2012, um em cada três jovens com menos de 24 anos está desempregado, com a taxa a atingir o número recorde de 35,4%. Quanto ao número de licenciados no desemprego, atingiu o valor mais alto de sempre: 108 mil pessoas, mais 23,5 mil do que no início de 2011 e o dobro de 2009.»
«Ainda segundo o INE, o número de "inativos desencorajados", ou seja, quem já desistiu de procurar emprego e por isso não entra para a taxa oficial, triplicou nos últimos três anos e são hoje 83 mil pessoas nesta situação. Mais de metade dos desepregados registados - 405 mil pessoas - procuram emprego há mais de um ano. Destas, quase 250 mil estão há mais de dois anos a tentar conseguir trabalho sem sucesso.»
In http://www.esquerda.net/ (16 de fevereiro de 2012)


Neste gráfico assistimos à evolução da taxa de desemprego em Portugal desde 1990 e algumas previsões até 2016.
De 1990 até 1992 houve uma descida na taxa de desemprego; de 1992 até 1995 uma subida, voltando a descer até 2001; ao longo dos anos seguintes a taxa de desemprego aumentou sempre, com ligeiras oscilações, até 2010, prevendo-se que continue a subir até 2013 e só a partir deste ano se deverá verificar uma grande descida desta taxa.

O vídeo seguinte mostra também como tem evoluído o desemprego em Portugal.



By Soraia Oliveira, 10º I

Desemprego

Desemprego
Fenómeno social e económico caraterístico das economias modernas, em consequência do desequilíbrio entre a procura e a oferta de mão-de-obra e abrange os indivíduos que gostariam de encontrar um emprego e que não conseguem arranjar nenhum.
Consideram-se vários tipos de desemprego: tecnológico, cíclico, repetitivo, de longa duração, sazonal e voluntário.

Tipos de desemprego
• Desemprego tecnológico: é consequência das alterações introduzidas no processo produtivo, afetando sobretudo os trabalhadores adultos dos países desenvolvidos, particularmente os de idade mais avançada, pois a sua qualificação profissional deixa de ser necessária, ou seja, a substituição do Homem pelas novas tecnologias é cada vez mais comum.
• Desemprego cíclico: caraterístico da depressão, quando os bancos retraem os créditos, desestimulando os investimentos, e o poder de compra dos consumidores diminui em consequência da subida de preços.
• Desemprego repetitivo: é o que se verifica em classes pouco qualificadas, académica e profissionalmente, e que por isso mesmo vêm-se “obrigadas” a mudar de emprego muitas vezes, pois encontram-se, quase sempre, em situação de precariedade.
• Desemprego de longa duração: está sobretudo relacionado com causas estruturais. Qualquer mudança estrutural é uma mudança a longo prazo, por isso é necessário tempo para que os agentes económicos se acomodem às novas estruturas económicas (reconversão das indústrias, requalificação da mão-de-obra, etc.) e, volte, assim, a haver equilíbrio entre a oferta e a procura de emprego.


• Desemprego sazonal: verifica-se em certas atividades que não têm um ritmo constante de produção e que apresentam picos de necessidades de mão-de-obra em certas épocas do ano. Estas atividades provocam, durante a época baixa, um desemprego que desaparece automaticamente no ciclo contrário. É o caso das atividades agrícolas fora da época das sementeiras e colheitas, da construção civil no Inverno e do turismo.
• Desemprego voluntário: tem a ver com as razões pessoais do trabalhador - mudança de residência entre localidades distantes, opção da mulher por ficar em casa a tratar dos filhos, mudança de atividade por insatisfação, etc.

Causas do desemprego
• Causas estruturais: resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocam desajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações na composição da economia associada ao desenvolvimento. Existem duas causas para este tipo de desemprego: insuficiência da procura de bens e de serviços e insuficiência de investimento em torno da combinação de fatores produtivos desfavoravéis. Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho. O desemprego causado pelas novas tecnologias, como a robótica e a informática, recebe o nome de desemprego estrutural. Ele não é resultado de uma crise económica, mas sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. Os principais setores de atividade atingidos pelo desemprego estrutural são a agricultura, a prestação de serviços e a indústria.
• Causas conjunturais: é causado por uma crise económica. Este resulta da variação cíclica da vida económica, isto é, das épocas de expansão ou e das épocas de recessão da economia, ocasionada, na maioria das vezes, por crises passageiras.

Efeitos do desemprego
• Encargo para a sociedade: o desemprego constitui um encargo para a sociedade, já que pesa sobre a população ativa e empresas, uma vez que são elas que pagam os impostos e as contribuições sociais donde sai esse dinheiro.
• Provoca a subida dos preços: uma vez que os desempregados, não contribuindo para a produção e continuando a consumir, tornam os bens cada vez mais escassos, aumentando o seu valor de troca.
• Surgimento de um mercado negro de trabalho: quando elevado, o desemprego proporciona o surgimento de um mercado negro de trabalho, na medida em que os desempregados vêem baixar os seus rendimentos, apesar de subsidiados, e por isso dispõem-se a aceitar que empresas pouco escrupulosas, na ânsia de reduzirem os seus encargos sociais, os contratem para trabalhar em situação ilegal.

By Soraia Oliveira, 10º I

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Fatores de Produção

Para realizar a atividade produtiva, o Homem necessita de dispensar energia física e intelectual (trabalho), de assegurar a utilização de outros bens (capital), não esquecendo as matérias-primas.
Assim, trabalho e capital são dois fatores essenciais à produção e produzir consiste em combiná-los, de forma a obter bens e serviços. Da combinação dos fatores trabalho e capital dependerá também a eficácia da produção.


O trabalho é então o esforço humano, físico e intelectual, desenvolvido na produção. O capital inclui as diversas formas de riqueza empregues na obtenção de novas riquezas, no entanto, em sentido económico, nem todo o património constitui capital. Os recursos naturais constituem a base de todo o processo produtivo.

Trabalho
O trabalho pode assumir diversas formas, tendo em conta as caraterísticas das funções desempenhadas no processo produtivo, consoante o tipo de esforço predominantemente desenvolvido e a natureza das funções desempenhadas. Assim, podemos distinguir entre: trabalho direto (ex. oficinas); trabalho indireto (ex. actividades comerciais); trabalho não qualificado (ex. trabalho executado pelo porteiro); trabalho qualificado (ex. trabalho executado na indústria); trabalho físico (ex. mecânico); trabalho intelectual (ex. médicos); trabalho de execução (ex. empregado de escritório); trabalho de invenção (ex. investigador científico); trabalho de direção (ex. gestores).

Capital
O capital pode-se dividir em dois grandes temas:
Capital Financeiro - constituído pela moeda e pelo conjunto de valores mobiliários, tais como, ações, obrigações, títulos de tesouro, etc. utilizados para financiar a atividade produtiva. Igualmente se inclui no capital financeiro o ouro e os movimentos de capitais entre países e/ou organismos internacionais.
Capital Técnico - conjunto dos bens de produção que permitem a obtenção dos bens de consumo. Inclui o Capital Circulante (os bens que são destruídos ou transformados durante o processo produtivo, como por exemplo, a energia eléctrica e as matérias-primas) e o Capital Fixo (os bens são utilizados no decorrer de vários processos de produção, como por exemplo, as máquinas, as viaturas, etc.).

By Rui Costa, 11º J