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quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Contabilidade Nacional

A Contabilidade Nacional é o conjunto de técnicas e operações que procuram apurar o valor de certas grandezas económicas e sociais dum país, durante um dado período de tempo, visando o estudo das relações económicas essenciais, graças a jogos de contas articuladas entre si.
Podemos dizer que:
1. A Contabilidade Nacional analisa os circuitos económicos, tornando evidente a sua interdependência;
2. A Contabilidade Nacional fornece informações globais sobre o andamento da economia;
3. A Contabilidade Nacional permite fazer previsões e definir políticas;
4. A Contabilidade Nacional permite fazer comparações internacionais.
Os seus principais objetivos são:
- fornecer informações que permitam avaliar a situação presente;
- estabelecer comparações no tempo e no espaço;
- fazer previsões económicas;
- planificar o desenvolvimento económico;
- adotar medidas com vista à promoção da justiça social.

Um dos principais indicadores da Contabilidade Nacional é o PIB (Produto Interno Bruto).  O PIB é a medida da atividade económica do país.
Ora, o Produto Interno Bruto a preços de mercado é igual ao Rendimento Interno que, por sua vez, é igual à Despesa Interna.
Assim, PIBpm = DI = RI
Podemos resumir esta informação da seguinte forma:

(clique na imagem para ver maior)

Mas, como tem evoluído o PIB em Portugal? E como está comparativamente com a Europa?
É o que descobrir no seguinte vídeo:



By Eduardo Santos, 11º J

Segurança Social

A Segurança Social é um organismo pertencente ao Estado com a função de garantir a defesa das condições de vida de todo e qualquer cidadão deste.
É retirada uma percentagem progressiva de todos os rendimentos ou proveitos de trabalhadores dependentes, independentes ou pessoa coletiva, de modo a criar um fundo comunitário.
Este, por sua vez, servirá como proteção em situações de desemprego, reformas, pensões, rendimento mínimo garantido, abonos familiares, cuidados de saúde e outras regalias sociais.
Em Portugal, a Segurança Social encontra-se sob tutela do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social.



Dados estatísticos portugueses

Ativos da Segurança Social (nº de pessoas que descontam):
• 1960: 1.187.368
• 2010: 4.462.588

Rendimentos e despesas da Segurança Social (relativamente a 2009):
• Rendimentos: 13.131 M€
• Despesas: 29.577 M€

A Segurança Social custa 18% da riqueza do país!

By João Cardoso, 11º J

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Turismo de estrangeiros em território nacional

O Turismo é uma das rubricas que, tradicionalmente, tem contribuído para compensar o défice da Balança de Mercadorias portuguesa, pois apresenta sempre um saldo positivo, ou seja, as despesas de turismo realizadas por estrangeiros em Portugal é superior às despesas de turismo realizadas por cidadãos portugueses no exterior.

O turismo estrangeiro dominou sempre o ramo em Portugal, mas a realidade é que, apesar de continuar em evolução, esta diminuiu ao longo dos anos, sendo já menor do que o turismo de nacionais em Portugal.
Portugal é um dos 20 principais destinos mundiais mas tem vindo a perder terreno ao longo do tempo.
O turismo internacional em Portugal está dependente de quatro mercados emissores: Reino Unido, Espanha, Alemanha e França. Estes quatro países representam 60% dos hóspedes estrangeiros e cerca de 67% das receitas do turismo nacional. Sendo o Reino Unido o país que mais contribui para esse valor sendo que representa cerca de 25% do Turismo nacional.
Com vista a um crescimento futuro, o governo português tem como alvos, desenvolver mercados como Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega, Itália, Estados Unidos da América, Japão, Brasil, Holanda, Irlanda e Bélgica, estes têm um potencial de receita entre 100 a 250 milhões de euros. Pretende-se assim, uma evolução nos mercados que concentram a procura na época baixa.

(clique na imagem para ver maior)

By Adriana Rodrigues

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O que é a Troika?

Nos últimos tempos, muito se tem falado da crise em Portugal e também sobre uma palavra estrangeira sempre interligada com este momento difícil para Portugal: a Troika!
Mas afinal o que significa esta palavra no contexto da crise económica e da ajuda externa para Portugal?
A troika (palavra russa que designa um comité de três membros) é formada por três elementos, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). É a troika que irá avaliar as contas reais de Portugal para definir as necessidades de financiamento do país.
Após o pedido de ajuda externa, ocorreram negociações entre o Governo e a troika e foi acordado o empréstimo de 78 mil milhões de euros durante três anos.
Não é só o FMI que financiou Portugal, nem é só o Banco Central Europeu que negociou com o Governo. A troika será responsável por toda a ação de reestruturação económica do país.

A Troika chegou ao nosso país no dia 11 de Abril de 2011 e algumas das principais medidas impostas em resposta ao pedido de auxílio lançado por Portugal foram as seguintes:
· Cortes salariais, cortes dos subsídios de Natal, aumento do IVA em vários produtos como por exemplo as energias. O subsídio de desemprego vai passar a ter duração máxima de 18 meses e o valor máximo do subsídio que será pago a quem perder o emprego será 1.048,05 euros mensais.
· O Governo terá de suspender as novas Parcerias Público-Privadas (PPP) e vai pedir assistência técnica à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) “para avaliar, pelo menos, as 20 mais significativas, incluindo as principais PPP da Estradas de Portugal”. Esta avaliação terá de estar concluída até Agosto.
· A linha de alta velocidade ferroviária Lisboa-Porto (o TGV) também será suspensa enquanto durar o programa de ajuda a Portugal. O novo aeroporto de Lisboa não contará com fundos públicos.
· A TAP, a EDP e a Redes Energéticas Nacionais (REN) integram a lista prioritária de privatizações, que serão realizadas até ao final do ano.
· Eliminar as golden shares (as acções com direitos especiais que o Estado mantém em empresas cotadas) é outra meta imposta pelo plano de ajuda externa a Portugal. Entra nesta lista o caso da Portugal Telecom (PT), onde o Estado tem 500 acções.

Estas medidas estão a provocar uma forte austeridade, recessão económica e tempos muito difíceis para os portugueses que sentem e muito na sua carteira. Espera-se que estas medidas tragam bons frutos e que a nossa economia “sorria” novamente!

Seguem-se um vídeo com a explicação dos objetivos da Troika:



Vejam também o vídeo da RTP "Troika chegou a Portugal há um ano", que mostra o que mudou em Portugal ao longo do último ano: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=543977&tm=6&layout=122&visual=61

By João Duarte, 11º J

Subsídios em Portugal

O subsídio é uma forma de apoio monetário, concedida por uma entidade (instituição ou pessoa) a outra entidade individual ou coletiva, no sentido de fomentar o desenvolvimento de uma determinada atividade desta ou o desenvolvimento da própria.
Os subsídios governamentais fornecidos a empresas (comércio e indústria) possuem o intuito de reduzir o preço final dos produtos por elas vendidos, para que estes produtos possam competir com os produzidos por outras empresas a preços menores (entre outras razões, por causa dos menores custos de mão-de-obra e de diferenças de taxas cambiais); mas os subsídios também podem ser dados com outros objetivos.
Por exemplo, subsídios governamentais podem ser dados às pessoas de baixo rendimento para o auxílio à aquisição de uma casa própria. Os subsídios governamentais às empresas, são comuns em países desenvolvidos, cujos produtos são sensivelmente mais caros do que produtos similares fabricados em países em desenvolvimento, assim reduzindo o preço final dos produtos vendidos por tais empresas.

Em Portugal existe um nº elevado de subsídios, sendo eles:

1. Subsídio de maternidade, quando nascemos;
2. Subsídio de abono de família, quando somos crianças;
3. Subsídio de ação social escolar, para leite e refeições nas escolas;
4. Subsídios de bolsas de estudo, quando estudamos;
5. Subsídio de desemprego, quando ficamos desempregados;
6. Subsídio social de desemprego, quando não encontramos trabalho;
7. Subsídios de rendimento social de inserção, para nos inserirmos na sociedade;
8. Subsídio de doença, quando nos encontramos doentes;
9. Subsídios de comparticipação em medicamentos;
10. Subsídios de funeral/morte.

Em Portugal recebemos subsídios desde o berço ao caixão, estes subsídios são todos apoiados pelo Estado, o que fez com que as despesas da Segurança Social duplicassem nos últimos dez anos.

Vejam o vídeo:



Fontes: Wikipédia e Youtube

By  Cristiana Reis, 11º J

terça-feira, 15 de maio de 2012

Evolução da dívida pública

(clique na imagem para ver maior)

O gráfico acima apresentado permite-nos observar a evolução da dívida portuguesa ao longo dos últimos 30 anos. Desde 1980 até aos dias de hoje, a dívida pública portuguesa tem conservado uma tendência crescente no médio/longo prazo. A partir de 1999 até 2005, como se pode verificar através da linha de tendência laranja, a dívida pública portuguesa apresentava uma tendência ascendente superior à tendência verificada no período anterior (linha amarela) – aliás, se observarmos as quatro linhas de tendência traçadas, verificamos que qualquer linha posterior tem uma inclinação superior à linha precedente. A partir de 2007 até hoje, a tendência da dívida portuguesa continuou a ser ascendente, mas com uma inclinação de subida muito mais acentuada nos últimos anos.

Mais informações:
A dívida pública portuguesa em Setembro de 2011 é de aproximadamente 150 mil milhões de euros e representa cerca de 90% do PIB.
A dívida pública portuguesa tem vindo a aumentar nos últimos anos, tendo atingido os valores mais elevados entre 2004 e 2011. Entre 1960 e 1999, Portugal foi dos países com maior crescimento económico, mas no final da década de 90, a economia portuguesa estagnou devido a fatores como a adesão ao Euro e o atraso tecnológico face a outros países mais competitivos a nível económico. Com a estagnação económica que se verificou desde 2000 e a recessão económica em 2011, o valor do PIB aproxima-se cada vez mais do valor da dívida pública.

Evolução da dívida pública portuguesa:
• 2000 - 66,1 mil milhões de euros
• 2004 - 79 mil milhões de euros
• 2011 - 150 mil milhões de euros

By Diana Araújo, 11º J

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As Desigualdades na Repartição dos Rendimentos em Portugal e na União Europeia

Os rendimentos são distribuídos pela população, mas não duma forma equitativa, pois os capitalistas recebem muito mais que os trabalhadores. Para isso não acontecer, o Estado redistribui os rendimentos para que as desigualdades provocadas pela repartição primária sejam atenuadas.
Isto verifica-se em Portugal, mas as desigualdades continuam acentuadas, sendo Portugal um dos países da União Europeia com uma maior diferença entre ricos e pobres. Estas diferenças devem-se:
• À diferenciação salarial;
• À maior concentração de rendimentos em parcelas de população;
• À maior remuneração auferida pelo fator capital.

Analisemos então a situação referida em cima no gráfico:

(clique na imagem para ver maior)

Podemos verificar que, em Portugal, a maior parte dos rendimentos são distribuídos maioritariamente para proprietários, capitalistas, empresários (capitalistas), enquanto o fator trabalho recebe uma menor parte do rendimento nacional. Em 1953, os capitalistas (55%) recebiam uma percentagem maior que os trabalhadores (45%). Já em 1974-76 o fator trabalho era mais bem remunerado que o fator capital, mas a partir de 2005 volta-se a verificar que os capitalista recebem mais que os trabalhadores.

Mas vejamos o que se passa na União Europeia:

(clique na imagem para ver maior)

Na União Europeia, podemos verificar que em 2007 Portugal era o país com a maior desigualdade na distribuição dos rendimentos.
Republica Checa, Eslováquia, Suécia e Eslovénia constituem o grupo de países com menores desigualdades no rendimento disponível das famílias.
Portugal, Letónia, Grécia e Lituánia estão no grupo onde as diferenças nos rendimentos são altas.

By Rita Oliveira, 10º I

A Terciarização da Economia em Portugal

No início do período a professora sugeriu alguns temas para escrever um artigo no Blogue. Foi então que o tema da terciarização da economia me suscitou algum interesse, devido à crise económica que estamos a passar, e por isso, decidi escrever sobre a terciarização da economia em Portugal e assim verificar se esta tem alguma influência na crise.
Logo nesse instante comecei-me a lembrar do que tinha dado sobre isso. Lembrei-me que a terciarização da economia se dá quando o setor terciário ocupa uma maior percentagem a nível do PIB e população ativa, que ela é comum nos países desenvolvidos e corresponde a um processo natural de crescimento e desenvolvimento económico e, por fim, que a terciarização da economia está ligada ao setor tecnológico que permite libertar mão-de-obra da agricultura e da indústria para os serviços e, assim, aumentar a produção.

Estrutura típica da população ativa num país desenvolvido

Mas será assim tão simples? Esta mudança de peso da economia de um país para este setor não irá deixar o primeiro e segundo setor mais frágeis a nível da produção e mão-de-obra?
Decidi então refletir, indo ver dados sobre estes setores cá em Portugal e assim conseguir tirar conclusões.
No site do INE, onde pesquisei, os dados disponíveis eram somente dos anos 1995 a 2009, o que não me permitiu fazer uma leitura do que se passa agora, mas que me ajuda a compreender o que se passou nesses anos e se aí já a terciarização da economia era influente na economia do nosso país.
Comecei a analisar os dados fornecidos pelo INE e logo verifiquei que a primeira vez que o setor financeiro (pertencente ao setor terciário) ultrapassou pela primeira vez o peso da indústria (setor secundário) foi em 2008 com o setor financeiro a atingir 14,3% do PIB, enquanto a indústria apenas atingiu 14,1%. Mas esta ultrapassagem não foi inesperada, pois o setor secundário já há muito que vinha perdendo percentagem em relação ao terciário, que tem vindo a crescer. Ora vejamos, em 1998 a indústria representava 16% do PIB enquanto a atividade financeira ocupava apenas 11,5% do PIB. Não só a indústria tem vindo a perder terreno, também a agricultura baixou 22% desde 1995 e o que se verificou foi o setor financeiro a mais do que duplicar o seu valor.
Este aumento considerável desta atividade é relacionável com o elevado nível de endividamento do estado, famílias e empresas que já em 2009 se verificava, e a deixar um provérbio bem económico: “não gastes mais do que aquilo que tens” guardado na gaveta e, ao não o utilizarem, todos têm vivido acima das suas possibilidades e a gastar muito mais do que aquilo que o país produz, obrigando a importar e a tornar, por isso, a balança comercial portuguesa negativa. Como exemplo, o défice externo atingiu em 2008 10,6% do PIB enquanto em 1995 abrangia apenas 0,4% da riqueza nacional. Vejamos também que em 2008 as exportações caíram em termos anuais -0,5% e as importações a crescerem 2,1% apesar de ter sido menos que os outros anos. Este aumento da importação relaciona-se então, com a perda de posição da indústria na economia portuguesa e poderá significar por isso, uma maior dificuldade na recuperação do país agora em 2012.
Para concluir, o setor financeiro (pertencente ao terciário) é o motor de qualquer economia, mas como Portugal não é nenhuma potência económica onde as exportações de serviços financeiros são altamente relevantes no contexto das respetivas economias, cá em Portugal a perda de influência da indústria tornará mais difícil a produção de riqueza.

Sendo assim, já consigo responder às minhas questões iniciais e já posso afirmar que a terciarização da economia portuguesa, que foi ansiada durante muitos anos, foi excessiva e acrescentou preocupações ao futuro do país, nomeadamente com a produção.

By Margarida Loureiro, 10º I

Fontes:
http://economico.sapo.pt/noticias/terciarizacao-excessiva_5603.html
Manual de Economia, Edições ASA

sábado, 28 de abril de 2012

Sobreendividamento - casas entregues à banca

Segundo a Agência Financeira, a devolução de casas ao banco por incapacidade de pagamentos dos imovéis de cada família disparou.
No primeiro trimestre deste ano foram, em média, 25 casas por dia devolvidas por incapacidade de cumprimento das famílias ou das empresas investidoras suportarem os custos. Este é um problema grave e aparentemente tem tendência para piorar conforme a situação economica se vá agravando.


Neste gráfico vê-se como foi o crescimento exponencial desta entrega de casas à banca. No primeiro trimestre de 2011 foram cerca de 600 casas. No primeiro trimestre de 2012, 2300, ou seja, mais de 74% do ano passado. Durante o ano 2011 obteve-se no total 6900 imovéis entregues, este número vai concerteza ser ultrapassado este ano.


Mas não são apenas os particulares que estão a devolver as casas aos bancos, há também muitas empresas. Neste momento há 140 mil pessoas que estão em incumprimento no crédito à habitação, tal como em 2011. É um número também que aumentou exponencialmente em relação ao 4º trimestre de 2010.
As empresas não conseguem neste momento manter os financiamentos, nomeadamente na banca. Não sabem o que fazer e não conseguem vender as casas. Entregam-nas ao banco, encerram as empresas e umas das consequências é o desemprego.

Desemprego e sobreendividamento, duas razões para um ciclo vicioso que leva muitas famílias a abdicarem da casa sem resolverem os problemas.

By Ana Filipa Mouriz Roldão , 11º J

Investimento e encerramento de empresas

Investimento é o conjunto das despesas em bens de produção ou capital efetuadas por uma empresa ou, em termos genéricos, pelo conjunto da economia, num determinado período.
Inclui a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e a Variação de existências (existências finais - existências iniciais).


Tipos de investimento
• Investimento material: constituído pelas despesas em bens de produção de natureza palpável, como os edifícios, os terrenos,etc.;
• Investimento imaterial: inclui as despesas em bens de produção de natureza imaterial, por exemplo, um novo software ou uma campanha publicitária;
• Investimento financeiro: resulta da aquisição de títulos, por exemplo, ações, obrigações, etc.

Segundo o Jornal Público de 16 de abril de 2012, o investimento em novas empresas tem diminuido nos últimos anos, verificando-se ainda uma diminuição do número de encerramentos de empresas.
De acordo com esta fonte, apesar da crise, o ritmo de encerramento de empresas está a abrandar, tendo-se registado um pouco mais de cinco mil dissoluções no primeiro trimestre deste ano.

Entre Janeiro e Março, fecharam 5067 empresas no país, o que significou uma média de 56 encerramentos por dia. Juntando as dissoluções reais e oficiosas, o número de sociedades que fecharam as portas em Portugal no primeiro trimestre do ano sobe para 6401. Face a 2011, houve um ligeiro decréscimo de 1,4%. Analisando apenas os encerramentos efetivos, a queda sobe para 7% e, recuando a 2010 e a 2009, a tendência também é de abrandamento. Nestes dois anos, registaram-se 5125 e 5522 extinções, respetivamente, ou seja, em 2012 o ritmo de encerramentos caiu para mínimos dos últimos quatro anos.

Os dados mostram que o setor do comércio é o mais afetado. Com 755 dissoluções no primeiro trimestre de 2012, esta atividade representou 14,9% dos encerramentos registados, a uma média de oito por dia.
A segunda posição na lista dos setores mais afetados por dissoluções no primeiro trimestre é ocupada pelo ramo da promoção imobiliária, que registou 683 encerramentos, ou seja, 13,5% do total.


Lisboa foi o distrito que mais dissoluções registou nos primeiros três meses deste ano. Fecharam 1530 empresas na capital entre Janeiro e Março, o que representa 30,2% do total.
No Porto, houve 859 extinções neste período, o que conferiu a esta zona um peso de 17%.
Do lado da inauguração de novos negócios, registou-se um abrandamento. Nos primeiros três meses deste ano, foram criadas 9127 empresas no país, o que significou uma diminuição homóloga de 13% face às 10465 aberturas identificadas em 2011. Ainda assim, significou uma melhoria de resultados de anos anteriores. Em 2010 e 2009, a constituição de sociedades não ultrapassou a fasquia de 8691 e 8344, respectivamente.

By Liliana Isabel da Costa Azevedo, 11º J

quinta-feira, 22 de março de 2012

O desemprego e a procura de emprego por setor

Atualmente, quer em Portugal quer na UE, os números do desemprego sobem todos os dias. No final de 2010, em Portugal, havia mais de 600 mil pessoas (602.600 indivíduos) no desemprego, mais 400 mil do que no ano 2000 (198.500 indivíduos).

População desempregada na Europa
(milhares)


• Percentagem de desempregados por idades
Quase metade (46%) do número de desempregados inscritos nos centros de emprego, tem entre os 35 e os 54 anos, segue-se a faixa etária dos desempregados com mais de 55 anos, com cerca de 18% de inscritos, e por fim com 12% são os jovens com menos de 25 anos.


• Nível de instrução dos desempregados
O numero de desempregados sem instrução nenhuma diminuiu 3% de 2000 para 2010, passando para 6%. Por outro lado de 2000 para 2010, o numero de desempregados com o ensino secundário e superior aumentou de 14% para 16%, e de 7% para 9%, respectivamente.


• Percentagem de procura de emprego por sexo
Em 1974 a procura de emprego era superior nos homens com cerca de 58%, já as nas mulheres registava se uma procura de 42%. Com o passar dos anos essa tendência inverteu-se e as mulheres lideram a procura pelo emprego com uma percentagem de 53%, já os homens tem apenas 47%.


• Procura de emprego por setores
A procura de emprego varia de setor para sector, a mais de metade dos portugueses procuram trabalho no sector terciário, comercio, serviços ou trabalho de escritório representam 59% da procura, 37% de procura no setor secundário, industria ou construção civil, e apenas 4% procuram o sector primário, como agricultura, pesca ou minas.


By Manuel Bastos, 11º J

Impostos (2)

Cada vez estamos a pagar mais impostos e isto é uma coisa que vai continuar a aumentar.
Em 2010 entre impostos diretos (como IRS e IRC) e indiretos (como o IVA) o Estado arrecadou mais de trinta e dois mil milhões de euros.
A maior receita fiscal do Estado vem do IVA que é o imposto que todos pagam ao comprar ou consumir, em segundo o IRS que é o imposto cobrado sobre os salários, em terceiro o IRC que é o imposto cobrado sobre o lucro das empresas, em quarto o ISP que é o imposto sobre a gasolina e o gasóleo, em quinto é o Imposto de selo e em sexto é o Imposto sobre o Tabaco.


Pagamos também ainda ao Estado entre contribuições e taxas mais de quinhentos milhões de euros.
Pagamos por ter carro, pagamos por andar de carro, pagamos por beber bebidas alcoólicas, pagamos para ter licença e porte de arma, pagamos por receber heranças ou doações.
Só em multas com relacionadas com o trânsito pagamos quarenta e sete milhões de euros.
É um facto que pagamos hoje em impostos quase o dobro do que há vinte anos. Em 2010 cada português pagou em média, dois mil oitocentos e noventa euros, enquanto que há vinte anos cada português pagou mil oitocentos e onze euros e há trinta anos oitocentos e quarenta e nove euros.


Isto tudo quer dizer que em média cada português paga três vezes mais impostos do que há trinta anos.

By Bruno Carvalho, 11ºJ

segunda-feira, 5 de março de 2012

O GOVERNO

O Governo conduz a política geral do país e dirige a Administração Pública, que executa a política do Estado.
O Governo tem funções políticas, legislativas e administrativas.
O Governo tem como funções:
- negociar com outros Estados ou organizações internacionais;
- propor leis à Assembleia da República;
- estudar problemas e decidir sobre as melhores soluções (normalmente fazendo leis);
- fazer regulamentos técnicos para que as leis possam ser cumpridas;
- decidir onde se gasta o dinheiro público.

As principais decisões do governo são tomadas no Conselho de Ministros, que também discute e aprova Propostas de Lei e pedidos de autorização legislativa à Assembleia da República (para leis que definem políticas gerais ou setoriais) discute e aprova Decretos-Lei e Resoluções (que determinam medidas ou a forma de execução das políticas).

O Governo termina o seu mandato quando o novo governo entra em funções, quer tenha sido formado após eleições para a Assembleia da República, quer tenha sido formado após um rearranjo político das forças parlamentares.
Sempre que termina a legislatura ou que muda o Primeiro-Ministro, há um novo governo.
O Governo tem responsabilidades perante o Presidente da República - a quem responde através do Primeiro-Ministro - e perante a Assembleia da República - através da prestação de contas da sua atuação política, por exemplo nos debates quinzenais em que o Primeiro-Ministro responde às perguntas dos deputados.


Atualmente, o Governo encontra-se dividido em 14 ministérios, dos quais:
• Ministério das Finanças
• Ministério dos Negócios Estrangeiros
• Ministério da Defesa Nacional
• Ministério da Administração Interna
• Ministério da Justiça
• Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
• Ministério da Economia e do Emprego
• Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente, e do Ordenamento do Território
• Ministério da Saúde
• Ministério da Educação e Ciência
• Ministério da Solidariedade e Segurança Social
• Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
• Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro
• Secretário de Estado da Cultura

Fonte: http://www.portugal.gov.pt/pt.aspx

By Rui Sacramento, 11º J

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Desemprego em Portugal (2)

Desemprego é a situação de inatividade forçada da mão-de-obra, isto é, abrange os indivíduos que gostariam de encontrar um emprego e que não conseguem arranjar nenhum.


As causas do desemprego podem ser várias, sendo possível agrupá-las em:
• Causas estruturais (de longo prazo) - O desemprego resulta de alterações estruturais da economia, como, por exemplo, substituição do tipo de indústrias em determinada região, substituição/introdução de processos produtivos tecnologicamente mais avançados e inadaptação da formação dos trabalhadores.
• Causas conjunturais (de curto prazo) - O desemprego resulta de variações mais ou menos longas, mas passageiras, das condições do mercado. Por exemplo, diminuição da procura de um bem, incêndio de uma indústria/empresa...

Taxa de Desemprego em Portugal na atualidade

A taxa de desemprego em Portugal subiu no quarto trimestre de 2011 para os 14 por cento. Os números representam uma subida de 1,6 por cento em relação ao trimestre anterior, quando a taxa de desemprego se situava nos 12,4 por cento. Atualmente existem em Portugal mais de 771 mil desempregados. A taxa de desemprego média anual foi de 12,7 por cento.

(clique na imagem para ver maior)

O desemprego no feminino continua a ser mais elevado. A taxa de desemprego entre as mulheres portuguesas é agora de 14,1 por cento face aos 13,9 por cento verificados entre os homens.

Taxa de desemprego por região NUTS II

A nível regional, foi no Algarve que o flagelo do desemprego embateu com mais força, com uma subida de 4,2 por cento do terceiro para o quarto trimestre. Foi também no sul do país que o INE encontrou a taxa de desemprego mais elevada no final de 2011: 17,5 por cento. Os Açores surgem logo de seguida, com 15,1 por cento da população desempregada, sendo que compete a Lisboa encerrar o “pódio”, com 14,7 por cento de desempregados em Dezembro.

(clique na imagem para ver maior)

Os níveis de desemprego mais reduzidos estão na região Centro (12,6 por cento), no Alentejo (13,1 por cento) e na Região Autónoma da Madeira que, no quarto trimestre de 2011, foi a única região do país onde a taxa caiu relativamente ao trimestre anterior, de 14,3 para 13,5 por cento.
Concluindo que Algarve (17,5%), Açores (15,1%), Lisboa (14,7%) e Norte (14,1%) foram as regiões mais castigadas.

Fonte: http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=107450559&DESTAQUESmodo=2

Termino com a sugestão de visualização de duas reportagens sobre o desemprego:

Linha da Frente - Geração Desenrascada, de 25/05/2011
Parte 1

Parte 2


Reportagem SIC (2007) - Doutores e Desempregados
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=Jb1p7LROwig
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=dOcMi-thoEc
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=_8z48lYZyYc

By Liliana Azevedo, 11º J

O Desemprego em Portugal (1)

«Oficialmente, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) registou 771 mil inscritos à procura de emprego em dezembro passado, mais 80 mil que no trimestre anterior, o que fez a taxa passar de 12,4% para 14% da população ativa, segundo as contas do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os números indicam que a taxa portuguesa de desemprego só é ultrapassada na Europa pela Espanha, Grécia e Irlanda.»
«Os jovens foram os mais atingidos pelo desemprego no quarto trimestre de 2011, com uma subida de 19,1% face ao mesmo mês do ano anterior. No início de 2012, um em cada três jovens com menos de 24 anos está desempregado, com a taxa a atingir o número recorde de 35,4%. Quanto ao número de licenciados no desemprego, atingiu o valor mais alto de sempre: 108 mil pessoas, mais 23,5 mil do que no início de 2011 e o dobro de 2009.»
«Ainda segundo o INE, o número de "inativos desencorajados", ou seja, quem já desistiu de procurar emprego e por isso não entra para a taxa oficial, triplicou nos últimos três anos e são hoje 83 mil pessoas nesta situação. Mais de metade dos desepregados registados - 405 mil pessoas - procuram emprego há mais de um ano. Destas, quase 250 mil estão há mais de dois anos a tentar conseguir trabalho sem sucesso.»
In http://www.esquerda.net/ (16 de fevereiro de 2012)


Neste gráfico assistimos à evolução da taxa de desemprego em Portugal desde 1990 e algumas previsões até 2016.
De 1990 até 1992 houve uma descida na taxa de desemprego; de 1992 até 1995 uma subida, voltando a descer até 2001; ao longo dos anos seguintes a taxa de desemprego aumentou sempre, com ligeiras oscilações, até 2010, prevendo-se que continue a subir até 2013 e só a partir deste ano se deverá verificar uma grande descida desta taxa.

O vídeo seguinte mostra também como tem evoluído o desemprego em Portugal.



By Soraia Oliveira, 10º I

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PIB per capita

Os indicadores económicos (produto, rendimento, despesa) indicam valores iguais de forma absoluta para a economia. Dividindo-se esse valor pela população de um país (N), obtém-se um valor médio per capita:


O valor do PIB per capita foi o primeiro indicador utilizado para analisar a qualidade de vida de um país. Os países podem ter um PIB elevado por serem grandes e terem muitos habitantes, mas o seu PIB per capita pode ser baixo, já que o rendimento total é dividido por muitas pessoas. Países como a Suíça, a Noruega e a Dinamarca exibem um PIB moderado, mas que é suficiente para assegurar uma excelente qualidade de vida aos seus poucos milhões de habitantes.
Atualmente usam-se outros índices - que revelam o perfil da distribuição do rendimento de um país (tais como o coeficiente de Gini ou mesmo índices desenvolvidos pela sociologia, como o Índice de Desenvolvimento Humano) - para se obter uma avaliação mais precisa do bem-estar económico de uma população.

Segundo a PORDATA, em Portugal, em 2010, o PIB per capita foi de 16.220,80 € enquanto que em 1960 tinha sido apenas de 55,40 €, o que demonstra uma grande evolução do nível de vida nos últimos 50 anos.

By André Silva, 11º J

Impostos

Os impostos são quantias pagas por pessoas singulares ou coletivas como forma de financiar o Estado. Têm cariz obrigatório e podem dividir-se em impostos diretos - incidem sobre os rendimentos ou o património - e impostas indiretos - incidem sobre a utilização dos rendimentos.

Em Portugal praticam-se os seguintes impostos:

Sobre os rendimentos:
- IRS (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares);
- IRC (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Coletivas).

Sobre a despesa:
- IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado);
- IS (Imposto de Selo).

Sobre o património:
- IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis);
- IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões onerosas de imóveis);
- IS (Imposto de Selo).

IEC (Imposto Especial sobre o Consumo):
- IABA (Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas);
- ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos);
- IT (Imposto sobre o Tabaco).

Tributação automóvel:
- ISV (Imposto Sobre Veículos);
- IUC (Imposto Único de Circulação).

Os impostos são utilizados pelo Estado para realizaram obras públicas e satisfazer necessidades coletivas como a segurança, a saúde, a educação.
Para além destas, os impostos têm uma outra função muito nobre, atenuar as desigualdades sociais. A Segurança Social constitui a maior fatia do bolo pois a ela se deve o pagamento de subsídios de desemprego, pensões, rendimentos sociais de inserção, entre outros.

No vídeo seguinte é possível verificar tudo aquilo que foi supracitado e transmite com clareza, através de representações gráficas, valores e percentagens, a receita fiscal.



By João Cardoso, 11º J

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O PIB em Portugal

Produto Interno Bruto (PIB), é a medida que mostra o nosso nível de riqueza em relação aos outros países, nomeadamente, os países da União Europeia (UE).
Em 2010 o PIB em Portugal foi de cerca de 172 mil milhões de euros, enquanto que em 1960, o PIB valia 6 vezes menos.



Exportações em percentagem do PIB, Portugal e Zona Euro, 1960-2010
(clique na imagem para ver maior)

By Gil Marques, 11º J

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Importações e exportações portuguesas

O comércio externo consiste nas trocas de bens, serviços e capitais entre agentes económicos residentes e não residentes no país. É necessário este tipo de trocas comerciais, pois cada país tem as suas características naturais e humanas, o que possibilita a especialização e a produção de determinados tipos de bens, que podem ser exportados para países sem as mesmas características, e também a compra de bens escassos ou em falta a esses mesmos.

É um facto que Portugal continua a importar mais mercadorias e serviços do estrangeiro do que a exportar, ou seja, compramos mais do que vendemos. Esta tendência faz com que o saldo da balança de mercadorias portuguesa se apresente deficitário, pois o valor das exportações não cobre na totalidade o valor das importações. Isto obriga Portugal à contração de empréstimos para efetuar a totalidade do pagamento das importações.

Em 2010, Portugal importou mais 11 mil milhões de euros do que vendeu ao estrangeiro. 31% das mercadorias e serviços que importamos são provenientes de Espanha, enquanto que 26% das exportações portuguesas têm como destino Espanha.

Os dados seguintes (gráfico e vídeo) mostram as relações económicas portuguesas com o resto do mundo (dados de 2010).

(clique na imagem para ver maior)

O gráfico mostra que em 2010 as exportações de bens cresceram, em termos nominais, mais do que as importações (15,7% e 10,8%, respetivamente) e em ambos os casos a componente extracomunitária apresentou o maior crescimento.



Neste vídeo, podemos conhecer outros dados importantes sobre o comércio externo português:

Valor das Importações e das Exportações em Portugal
• Importações - 66 mil milhões de euros
• Exportações - 55 mil milhões de euros

Principais países para onde Portugal exporta
1. União Europeia - 75% (Espanha - 26% do total de exportações)
2. EUA e China - 20%
3. Brasil - 2%
4. PALOP - 1%

Mercadorias Importadas por Portugal
1. Combustíveis (15%)
2. Carros (12%)
3. Produtos Alimentares (11%)

Mercadorias Exportadas por Portugal
1. Madeiras e Pasta de Papel (15%)
2. Aparelhos Elétricos (15%)
3. Transportes (12%)
4. Têxteis (10%)
5. Minério (mármores, cimento, ferro) (9%)
6. Calçado (4%)
7. Vinho (2%)

By João Duarte, 11º J

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Evolução da Moeda Portuguesa

As primeiras moedas portuguesas terão sido mandadas cunhar por D. Afonso Henriques. Eram pequenos exemplares metálicos produzidos a partir de uma liga de cobre e prata e que exibiam a cruz de Cristo.
Foi durante o reinado de D. Sancho I que apareceu a primeira moeda portuguesa de ouro, o morabitino, que valia 180 Dinheiros. O Dinheiro, enquanto unidade monetária, desaparece no final da primeira dinastia e é substituído pelo Real.
O primeiro rei da Segunda dinastia, D. João Príncipe Regente, manda cunhar as primeiras moedas portuguesas de cobre, os Reais pretos. É durante a governação filipina e a restauração que à cunhagem da moeda por martelo se substituem os métodos mecânicos e que surge a primeira forma de papel-moeda, durante o reinado de D. Pedro II. A Casa da Moeda passava um recibo a todos os que lhe entregassem moedas de ouro e prata que tivessem sido cerceadas, ou seja, limadas e diminuídas da sua quantidade de metal precioso e, consequentemente, de valor afetivo.
Em 1821 é criado o primeiro banco emissor no Continente, o Banco de Lisboa, antecessor do atual Banco de Portugal, que passava a emitir notas regularmente. O Banco de Portugal surge em 1846 e, em 1887, torna-se no único Banco emissor.
Com a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, o sistema monetário é alterado e o real substituído pelo Escudo ($). Todavia, as primeiras notas de escudo só começam a circular em 1914.
Com a entrada do Euro (€), a Europa torna-se portadora de uma moeda única. O Euro existe na forma de notas e moedas desde 1 de Janeiro de 2002, e como moeda escritural desde 1 de Janeiro de 1999.

By Adriana Rodrigues, 11º J