domingo, 18 de março de 2012

A Atividade Económica

A atividade económica é o sistema consolidado de atividades humanas relacionadas com a produção, distribuição, repartição do rendimento e investimento de um determinado país ou região. Tem como principal objetivo gerir a riqueza consoante a extração, transformação e distribuição de recursos naturais, bens e serviços.

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Os agentes económicos são as entidades que irão intervir na atividade económica e são: Famílias, Empresas não financeiras, Estado, Instituições financeiras e Resto do mundo.

Nas economias modernas há três setores principais de atividade económica:
• Setor primário: Compreende a extração e produção de materiais de origem, como milho, carvão, madeira e ferro.
• Setor secundário: Compreende a transformação de materiais naturais em grau de processamento intermédio em bens de produção ou de consumo, como por exemplo, aço em carros, ou tecidos em roupas.
• Setor terciário: Compreende o fornecimento de serviços para as empresas e para os consumidores, como lojas, cinemas.


Existem muitas maneiras de se medir a atividade económica de uma nação, nomeadamente através dos seguintes instrumentos:
• Taxa de câmbio
• Produto Interno Bruto (PIB)
• PIB per capita
• Produto Nacional Bruto (PNB)
• Taxa de juros
• Dívida nacional
• Taxa de Inflação
• Desemprego
• Balança comercial

By Cátia Marques, 11º J

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Custo de Oportunidade

O maior problema económico que existe está relacionado com a escassez porque não podemos ter tudo o que desejamos. Primeiro, porque os recursos são limitados e, depois, porque mesmo que os recursos fossem ilimitados, o tempo que possuímos para usufruir deles é limitado. Então, é necessário haver escolhas. Quando fazemos uma escolha, estamos a satisfazer uma necessidade. Ora, como temos diferentes necessidades e como não podemos satisfazê-las todas, é necessário abdicar de umas em prol de outras. Assim, de cada vez que escolhemos uma necessidade para satisfazer, estamos a abdicar de outras necessidades. Podemos, então, dizer que cada escolha tem um custo. A este custo chamamos custo de oportunidade. Basicamente, o custo de oportunidade é o que perdemos quando fazemos uma escolha. Confuso, não é? Mas, se dissermos que o custo de oportunidade que um estudante tem ao formar-se é a possibilidade de estar empregado durante esses anos, já faz mais sentido, certo?


Por exemplo, na imagem acima, o custo de oportunidade de escolher o médico A é não ir ao médico B…
Querem tentar? Então, cá vai mais uma imagem:


Qual é aqui o custo de oportunidade?
Aceitam-se respostas economicamente sensatas!!!

By Ricardo Pereira, 11º J

sábado, 10 de março de 2012

Evolução da Moeda

Inicialmente as trocas eram diretas - troca de um bem por outro bem. Exemplo : trocar pão por leite.
Com o aparecimento da moeda, as trocas passaram a ser indiretas - troca de moeda por um bem. Exemplo : trocar moeda por leite.

Ao longo do tempo existiram várias formas de moeda.
Moeda-Mercadoria - mercadorias utilizadas como bens de consumo mas também utilizadas como moeda. Como por exemplo o vinho ou o sal, é utilizado como bem de consumo mas numa outra época para além disso era também utilizado como moeda.
As características que um bem deve apresentar para funcionar adequadamente como moeda são: a divisibilidade, a durabilidade, a aceitação geral, ter reduzida procura não monetária, manter o valor, ser prática de movimentar e ser dificilmente falsificável.
Moeda metálica - surgiu com a utilização dos metais (ouro e prata) como meio de pagamento.
Moeda de papel - era uma espécie de recibo que os cambistas, (pessoas que tinham como função comparar e trocar as moedas de uma zona para outra), passavam às pessoas que lhes depositavam moeda (ouro e prata) e assim as pessoas utilizavam esses recibos nas trocas em vez das moedas metálicas; com esses recibos podia-se levantar o ouro que havia sido depositado.
A moeda de papel passou por várias fases:
- inicialmente era moeda representativa, pois podia ser convertida em ouro e tinha reserva total;
- mais tarde passou a ser moeda fiduciária, pois continuava a ser convertível em ouro, mas tinha apenas uma reserva parcial;
- finalmente passou a ser moeda de curso forçado - esta moeda apareceu quando o Estado foi obrigado a intervir, criando uma lei que obrigava as pessoas a aceitar e a transicionar em moeda de papel sem a poderem trocar por ouro; o Estado é que ditava quanto valia a moeda.

Atualmente, existem os seguintes tipos de moeda:
- Moeda de trocos - moedas metálicas (metais não preciosos);
- Papel-moeda - as notas de curso forçado;
- Moeda escritural - depósitos à ordem nos bancos, que podem ser movimentados através de cheques bancários, vales de correio, transferências bancárias, cartões de débito ou de crédito.

A evolução tecnológica tem contribuído imenso para a desmaterialização da moeda, porque com essa evolução os consumidores recebem o salário na sua conta bancária, pagam as suas contas por multibanco e em qualquer supermercado pode-se efetuar o pagamento das compras através do multibanco. Cada vez mais as pessoas não utilizam a moeda fisicamente.

By Joana Moreira, 10º I

ESTRUTURA DOS MERCADOS

Mercado de concorrência perfeita
Mercado onde existem muitos compradores e muitos vendedores, de maneira que nenhum comprador ou vendedor exerça influência sobre o preço.
Condições teóricas para a existência de mercados deste tipo:
• Atomicidade: exeistem muitas empresas de reduzida dimensão a oferecer o produto no mercado;
• Homogeneidade: o produto apresenta características semelhantes, pelo que o comprador pode estabelecer comparações e realizar a sua escolha;
• Transparência: acessibilidade para os stakeholders, às informações institucionais referentes a assuntos que afetem seus interesse;
• Perfeita mobilidade: significa que a mão-de-obra e outros fatores produtivos de uma empresa podem passar facilmente para outra ou de uma região para outra.


Mercados de concorrência imperfeita
Uma situação de Concorrência Imperfeita corresponde a uma estrutura de mercado em que não se verifica a concorrência perfeita, ou seja, em que existe pelo menos uma empresa ou consumidor com poder suficiente para influenciar o preço de mercado.
Dentro destes tipos de mercado podemos distinguir entre monopólio, oligopólio e concorrência monopolística.

Monopólio
Monopólio significa ausência de concorrência e existência de um único fornecedor. No monopólio, o fornecedor de produtos pode impor qualquer preço às suas mercadorias ficando, entretanto, sujeito ao nível de vendas dele decorrente. A situação de monopólio pode ser o resultado de imposição do legislador ou devido às próprias características do mercado, que levem a que seja economicamente mais eficiente que apenas uma só empresa produza o bem em situação monopolística.
Exemplos de monopólios em Portugal :
• EDP
• CTT
• ANA, Aeroportos de Portugal
• Galp Energia
• REN, Rede Eléctrica Nacional

Oligopólio
O mercado é controlado por um número reduzido de empresas, de tal forma que cada uma tem que considerar os comportamentos e as reações das outras quando toma decisões de mercado. Para os consumidores a formação de oligopólios não é boa, pois dificulta a entrada de outras empresas no setor dominado. Desta forma, a concorrência diminui e os preços podem ficar altos.
Exemplos de alguns oligopólios em Portugal:
• mercado televisivo
• mercado das telecomunicações
• mercado das cervejas

Concorrência monopolística
Corresponde a uma situação em que existem numerosas empresas no mercado mas que oferecem produtos ou serviços não totalmente homogéneos e, por isso, não totalmente substituíveis. Existe diferenciação do produto pelas suas qualidades reais, ou pelas qualidades presumidas pelos compradores. Quanto maior a diferenciação do produto mais a empresa, que o produz, pode controlar o preço.
Exemplos de concorrência monopolística:
• telemóveis
• computadores
• empresas de papel higiénico
• empresas de pastas de dentes

Saibam mais sobre o mercado de concorrência perfeita:


By Rita Oliveira, 10º I

segunda-feira, 5 de março de 2012

O GOVERNO

O Governo conduz a política geral do país e dirige a Administração Pública, que executa a política do Estado.
O Governo tem funções políticas, legislativas e administrativas.
O Governo tem como funções:
- negociar com outros Estados ou organizações internacionais;
- propor leis à Assembleia da República;
- estudar problemas e decidir sobre as melhores soluções (normalmente fazendo leis);
- fazer regulamentos técnicos para que as leis possam ser cumpridas;
- decidir onde se gasta o dinheiro público.

As principais decisões do governo são tomadas no Conselho de Ministros, que também discute e aprova Propostas de Lei e pedidos de autorização legislativa à Assembleia da República (para leis que definem políticas gerais ou setoriais) discute e aprova Decretos-Lei e Resoluções (que determinam medidas ou a forma de execução das políticas).

O Governo termina o seu mandato quando o novo governo entra em funções, quer tenha sido formado após eleições para a Assembleia da República, quer tenha sido formado após um rearranjo político das forças parlamentares.
Sempre que termina a legislatura ou que muda o Primeiro-Ministro, há um novo governo.
O Governo tem responsabilidades perante o Presidente da República - a quem responde através do Primeiro-Ministro - e perante a Assembleia da República - através da prestação de contas da sua atuação política, por exemplo nos debates quinzenais em que o Primeiro-Ministro responde às perguntas dos deputados.


Atualmente, o Governo encontra-se dividido em 14 ministérios, dos quais:
• Ministério das Finanças
• Ministério dos Negócios Estrangeiros
• Ministério da Defesa Nacional
• Ministério da Administração Interna
• Ministério da Justiça
• Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
• Ministério da Economia e do Emprego
• Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente, e do Ordenamento do Território
• Ministério da Saúde
• Ministério da Educação e Ciência
• Ministério da Solidariedade e Segurança Social
• Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
• Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro
• Secretário de Estado da Cultura

Fonte: http://www.portugal.gov.pt/pt.aspx

By Rui Sacramento, 11º J

domingo, 4 de março de 2012

Oferta e Lei da Oferta

Oferta
A oferta define-se como o conjunto de bens e serviços que os produtores estão dispostos a vender aos diferentes preços.


Oferta individual: para cada vendedor consiste na quantidade de um bem que essevendedor está disposto a vender a cada preço.
Oferta agregada (global ou de mercado): é o somatório das ofertas individuais.


Lei da Oferta
A oferta de um bem depende essencialmente do seu preço.
Essa dependência é positiva, isto é, um aumento do preço implica o aumento da quantidade oferecida e uma diminuição do preço implica a diminuição da quantidade oferecida.
Lei da oferta: A quantidade oferecida de um bem varia na razão direta do respetivo preço.

Para além do preço, existem outros fatores determinantes da oferta:
- Custos de produção
- Tecnologia ou métodos de produção
- Preço de outros bens Substituíveis
- Objetivos da empresa
- Sazonalidade dos bens
- Nº de produtores (empresas)

Estes fatores provocam a deslocação da curva da oferta para a direita, caso se trate de um aumento, ou para a esquerda, caso se trate de uma diminuição.


By Oleksandr Chyzh, 10º I

sábado, 3 de março de 2012

Procura e Lei da Procura

Quando nos referimos à procura de um bem, estamos a referir-nos à quantidade desse bem que os compradores estão dispostos a adquirir a cada preço.
A procura individual consiste na quantidade de um bem que determinado comprador está disposto a adquirir a cada preço.
A procura agregada ou procura global mostra as intenções de compra de todos os consumidores a cada preço. Assim sendo, a procura agregada é o resultado do somatório das procuras individuais de todos os consumidores!

Como se relacionam as quantidades procuradas de um bem com o seu preço?
Em princípio, a quantidade procurada de um bem será tanto maior quanto menor for o seu preço.
Daqui podemos enunciar a Lei da Procura – a quantidade procurada de um bem varia em sentido inverso do seu preço, desde que o resto de mantenha constante.
Como se justifica esta relação?
Uma das razões deste comportamento da procura relaciona-se com o chamado efeito-substituição: quando aumenta o preço de um bem, a tendência é para aumentar a quantidade procurada do bem seu sucedâneo e, por isso diminui a quantidade procurada daquele cujo preço subiu.
Outra razão é o efeito-rendimento: quando aumenta o preço de um bem o comprador fica com menor poder de compra e, por isso, vai diminuir a quantidade procurada.

Até aqui vimos a relação entre a quantidade procurada de um bem e o seu preço como se este fosse o seu único fator determinante. Mas, na verdade, existem outros fatores que podem influenciar a procura dos bens.
Rendimento: Quando se verifica um aumento generalizado no rendimento nas famílias, estas ficam com maior poder de comprar em virtude disso estão dispostas a comprar maior quantidade de cada bem aos diferentes preços.
Preferência dos consumidores: estas preferências podem ser condicionadas pela tradição, religião, a publicidade e a moda.
Preços dos outros bens: Se o bem A e o bem B são complementares e o preço de A desce, aumenta a procura de ambos, porque são ambos precisos para satisfazer a mesma necessidade. Se são sucedâneos e o preço de A desce, a procura de A aumenta e a de B diminui.

Analisemos melhor o efeito da variação do rendimento sobre a procura.

(clique na imagem para ver maior)

Pela análise do gráfico, podemos ver que, devido ao aumento do rendimento, a curva da procura sofreu uma deslocação para a direita, o que representa um aumento da procura. Se a curva se deslocar para a esquerda é porque se verificou uma diminuição da procura.
Conclusão: A procura de um bem varia em função do rendimento das famílias e no mesmo sentido deste.
No entanto, há uma exceção para os bens inferiores, para os quais a procura varia em sentido inverso ao do rendimento. Trata-se de bens de baixos preços e de qualidade inferior, que quando o rendimento das famílias aumenta são substituídos por outros de maior preço e de melhor qualidade.

Vejam o vídeo "Economia Descomplicada" que ajuda a compreender o conceito de procura (em brasileiro demanda) e os fatores que a influenciam.


By Ricardo Campos, 10º I